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Co-criação de Valor e o Supply Chain

November 28, 2018

 

 

Recentemente participei de um projeto que tinha como objetivo reduzir os inventários na cadeia logística de um grupo de empresas, sem reduzir os tempos de respostas para as demandas dos clientes. O projeto teve início em uma convenção que reunia os representantes, clientes e fornecedores do setor automotivo. Após muita discussão eles chegaram à conclusão que precisavam tornar a cadeia mais forte, a fim de competir com os concorrentes / cadeias de valor estrangeiros.

 

O trabalho foi realmente desafiador porque envolveu empresas de diferentes segmentos, portes e culturas. Essas empresas precisaram revelar certos segredos e confiar que o trabalho de co-criação de valor traria bons resultados para a cadeia como um todo, mas principalmente traria bons resultados para o cliente final.

 

Dan Ariely, um psicólogo e economista americano de origem israelense realizou muitos estudos no campo de comportamento do consumidor e, especialmente dois desses estudos sobre o processo de co-criação de valor. Ele analisou o resultado de praticantes de origami e brinquedos Lego e percebeu que esses praticantes ficam satisfeitos não apenas com o produto final de seus trabalhos, mas também com o processo como um todo.

 

A partir desses trabalhos Dan Ariely sugere que as empresas podem e devem envolver os stakeholders em seus processos de criação de produtos e serviços. Alguns autores denominam esse processo de interação e integração de co-criação de valor, bom para o cliente, que tem o produto ou serviço muito mais próximo de suas necessidades e bom para a empresa, que pode reduzir o ciclo de desenvolvimento e lançamento dos produtos, maior assertividade sobre as demandas e consequente otimização de recursos e redução dos níveis de inventário.

 

A prática constante dessa interação, alavancada por tecnologias de comunicação e informação, gera confiança mútua e a confiança leva o controle ao mínimo necessário, o que sugere fazer a relação ser alimentada pela cooperação. Um círculo virtuoso de criação de riquezas, redução de custos de transação e inovação constantes.

 

Alguns profissionais de Supply Chain, mesmo sem conhecer o termo já praticam co-criação de valor, trabalhando em cooperação com seus canais de distribuição e com seus fornecedores. As tecnologias de comunicação auxiliam com que toda a cadeia seja comunicada no momento da compra e entrega ao cliente.

 

Essa demanda comunicada com rapidez e confiabilidade evita o efeito chicote, ou seja, um fenômeno que faz com que pequenas variações de demanda no nível do consumidor final de uma cadeia de suprimentos se amplifiquem de forma crescente na medida em que as informações não são transmitidas com fluidez.

Um bom exemplo de conceito utilizado é o VMI (VENDOR MANAGED INVENTORY), que é uma forma de reabastecimento colaborativo, em que o fornecedor se responsabiliza pelo abastecimento e níveis de estoque de seu cliente. A partir da informação gerada pelo cliente, o fornecedor pode conhecer produtos de alto e baixo giro e traçar planos para que os produtos não faltem ou sobrem nas prateleiras.

 

O importante é não “passar os carros na frente dos bois”, a tecnologia auxilia muito em todos esses processos, mas é essencial que os executivos e gestores entendam que o relacionamento com clientes e fornecedores se inicia com diálogo e conhecimento mútuo. À medida que as negociações avançam e ambos os lados percebem que ganharão, as melhores tecnologias devem ser selecionadas e implantadas.

 

Publicado por: Julio Cesar da Costa – atua na área de Supply Chain há mais de 20 anos, atualmente é consultor de Logística, Operação e Qualidade. É também docente da disciplina de Administração de Materiais e Logística – Mestre em Administração, especialista em Logística e Green Belt Lean Six Sigma e membro do GELOG.

 

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